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Sexta-feira, Agosto 13, 2004 |
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A mesmice das férias
Enfim as tão esperadas férias escolares chegaram. Momento para nós, estudantes, descansarmos e nos divertirmos. Momento de viajar e de ter novas experiências. Porém, poucos são aqueles que conseguem fazer o que foi descrito acima. Aquele estudante que trabalha, por exemplo, contenta-se em se divertir com as únicas opções que as cidades da região oferecem: casas uhg ym jhug bj biu.
Com a onda do cinema na região, as salas que exibem filmes representam uma atividade diferente. Agora, cabe ressaltar que não sei se é a falta de opção que leva à falta de se ter o que fazer ou se é a falta de imaginação que leva à falta de opções.
Às vezes nossas cidades oferecem as opções, somos nós que não as buscamos, falta conhecer suas riquezas. Pode não se dançar, ouvir música e beber, sua cidade pode não oferecer isso, mas pode oferecer um passeio cultural, por exemplo, aprendendo a valorizar aquilo que está próximo.
Usando a criatividade temos opções diferentes até mesmo em bares e casas noturnas. E assim, os locais não seriam meros pontos de encontro, mas sim pontos onde se pudesse conhecer coisas novas. A utilização da criatividade sanaria essa falta de opções ou a ¿mesmice das férias¿.
Além da falta de opções, encontramos ainda a falta de recursos na busca de atividades diferentes e que entretenham os estudantes. Essas atividades devem ocorrer, mas deve-se atentar para o preço, que deve estar compatível à realidade da região, isso, acredito, atividades criativas que estimulem os estudantes, seriam uma novidade e um sucesso por aqui, já que não as temos.
Acredito que jovens estudantes, universitários, se interessam também por cultura, buscam coisas novas e, portanto, não devem se conformar com opções que são dadas, devem procurar e criar suas oportunidades e formas de divertimento.
Diversão com conteúdo: é exatamente o que se busca incentivar os estudantes a realizar, transformar as férias em uma grande opção de lazer construtivo, e não simplesmente um lazer ¿vazio¿, sem conteúdo. Ocupar não somente o tempo, mas também, quando os houver, os espaços vagos na cabeça de um estudante.
Publicado por MARCO BONITO em 8/13/2004 07:56:51 PM
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Segunda-feira, Dezembro 08, 2003 |
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Driblando miséria
Por Lídia Nogueira
Preocupada com alto índice de mortalidade infantil e a miséria do povo brasileira surge a Pastoral da Criança. O programa é nacional e apoiada pela Igreja Católica . Seu principal objetivo é buscar alternativa para a melhoria de vida da população. A Pastoral da criança em Lorena surgiu em 1985 através do disque denuncia pelo então prefeito municipal Carlos Eugênio Marcondes. Instalada no bairro mais carente de Lorena na Vila Brito a pastoral foi a primeira também no Vale do Paraíba. Trata-se de um bairro com forte pobreza e castigado por várias enchentes do rio Paraíba, falta de infra-estrutura como esgoto e água encanada. Além disso, a falta de instrução daquele povo fez com que os Salesianos ampliassem seu campo de atuação no bairro. Daí a necessidade de um Oratório no local e definitivamente a sede da pastoral. Aulas de instrução e conscientização de cidadania foi o principio básico para dar andamento ao trabalho da pastoral. Esta aulas monitoradas para toda a comunidade do bairro tinha como papel mostrar a todos a importância da higiene e também aprender recursos como se deve aproveitar os alimentos desperdiçados. Alimento este que muitas das vezes são jogados no lixo, contendo de nutrientes rico que poderiam ser aproveitados e fonte de alimentos para as crianças de 0 a 6 anos. Como todo trabalho no inicio leva tempo a pastoral teve algumas dificuldade como mobilizar toda a comunidade e qualificar lideres injetando o máximo possível de informações para que o trabalho fosse de fato concretizado. Houve resistências de alguns párocos da diocese de Lorena que não acreditavam no sucesso da instrução dada as mães carentes do município. Porém tudo não passou de mau atendidos o resultado foi um sucesso e bastante crianças desnutridas forma atendidas apresentando resultado surpreendentes.
Hoje a Pastoral da Criança da Dioceses de Lorena corresponde a 23 paróquias espalhadas por 13 cidades: Lorena, Piquete, Cachoeira Paulista, Cruzeiro, Queluz, Lavrinhas, Silveiras, Areias, São José do Barreiro, Bananal, Arapeí, Cunha e Cunha. São 350 lideres comunitários, que desenvolvem um trabalho voluntário orientando e acompanhando as mães até que tenha capacidade suficiente para cuidar de seus filhos desnutridos.
Como o movimento começou a crescer foi instalado dentro da pastoral aulas sobre saúde mental e física. Adultos são alfabetizados, projetos de geração de renda familiar, como evitar acidentes domésticos, como tratar de pequenos ferimentos e queimaduras, cuidados com a higiene pessoal e das crianças, enfim, uma gama de informações que pode e vai auxiliando as mães na manutenção da saúde de seus filhos.
O sucesso da pastoral da Criança está nos dados obtidos, não existem mais na região morte de crianças por desnutrição onde atua os lideres. Portanto o trabalho da pastoral se deve principalmente a irmã Diomira Marcolin que esteve a frente durante este dez anos lutando para que as pessoa tenham no mínimo uma vida digna ¿ a coisa mais bonita para mim, foi ver crescer crianças que não tinham a menor chance de florescer numa sociedade absurdamente higiênica como a nossa. Sabe dos problemas que tem, mas não quer toca-los e finge que ajuda a resolver-los sem um envolvimento consciente e constante. Em segundo lugar, mas com a mesma importância e quem sabe até maior, foi ver desenvolver nessa gente simples e quase sem instrução o censo de cidadania. Um espírito altaneiro de verdadeiros guerreiros que lutam em favor de seus filhos e de suas famílias. São direitos que sempre estiveram ao seu alcance e nunca usaram por pura falta de conhecimento. Fazer uma pessoa entender o que é cidadania foi meu grande legado esses anos todos a frente da Pastoral¿, finaliza.
Irmã Diomira hoje trabalha em Guaratinguetá no Coração Sagrado de Jesus dando aula de pintura, bordado e entre outras atividades ligadas ao artesanato.
Publicado por FLÁVIA MIOTTO em 12/8/2003 01:04:29 PM
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Quarta-feira, Dezembro 03, 2003 |
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DIPLOMA ... É IMPORTANTE SIM.
Por Claudinéa Guatura
Ao final de quatro anos de estudo no curso de Jornalismo, reconheço a importância do diploma, não somente do diploma, mas da experiência que adquiri na faculdade. Aprendi muito com as teorias e práticas nas quais me envolvi. Confesso que tenho uma paixão pelo jornalismo impresso, prova disso foi a realização do meu Trabalho de Conclusão de Curso, uma revista. No jornalismo ambas as áreas são importantes e, acima de tudo, complementares.
Na FATEA, em especial na turma do quarto ano vejo profissionais diversificados, que irão atuar em áreas diferentes. Uma mostra disso foram os trabalhos, onde foram apresentados diversos segmentos da comunicação, como: revista, vídeo, agência de notícias, fotografia, rádio, entre outros. Os trabalhos realmente surpreenderam todos, afinal cada um realizou seu trabalho com esforço próprio e acima de tudo com muita luta.
Hoje vejo a importância da troca de experiência, de amizade, de incentivo, dos professores empenhados a ensinar e os alunos interessados a aprender.
Na faculdade encontramos uma teoria que pode ser considerada pertinente, é necessário ter uma aplicação com resultado positivo na prática. Por sua vez, para uma prática ter efeitos positivos, ela precisa se embasar em diversos conhecimentos.
Uma boa formação acadêmica é aquela que coloca seus alunos em contato com a teoria, proporciona oportunidade de aplicá-la e, em seguida, instiga à avaliação da aplicação. A boa faculdade é aquela que desperta no aluno a importância desta interação.
Se hoje posso ter expectativa de me sair bem no mercado de trabalho, foi graças ao que aprendi nos livros e salas de aula, aliado às oportunidades de aplicar nos estágios que participei. O estágio é outro ponto fundamental na formação do profissional, embora os estágios em comunicação na região não são grandes coisas. Muitas vezes, o estágiario acaba se tornando um escravo do trabalho.
O diploma, assim como a frequência em uma faculdade é fundamental, certamente não conseguiriamos apresentar brilhantes trabalhos de conclusão de curso se não tivessemos a experiência que adquirimos na faculdade.
Reconheço e me sinto prestigiada de ter feito parte dessa turma, pessoas brilhantes e como uma professora da turma já disse...
"Profissionais que vão fazer diferença..."
Publicado por CLAUDINÉA GUATURA em 12/3/2003 04:19:34 PM
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A nova mulher
Por Samira Uchôas
Recebi em meu e-mail um texto do Arnaldo Jabor falando sobre mulheres e o que elas se tornaram com o passar dos anos.
Ele faz uma pergunta para os homens no início do seu texto e aí vai ela quem ousa namorar a Feiticeira ou a Tiazinha? É o cara tem que ser bastante corajoso.
Hoje temos dançarinas e até mesmo atrizes que dançam e exibem seu corpo. O único assunto que elas conversam na roda de amigas é sobre lipoaspiração, silicone, clínica de estética e anabolizantes. E elas muitas vezes são sonho de consumo de muitos homens que se fantasiam com uma mulher dessas.
E parece que isso está tornando-se moda, cada vez mais mulheres procuram as academias em busca de um corpo perfeito. Estamos passando por uma ¿revolução da vulgaridade¿, onde os valores foram mudados, a mulher virou um objeto, parece que ela é uma peça para ficar exposta para os homens, e muitas ainda gostam dessa condição. É tem gosto para tudo mesmo nessa vida...
Creio que a mulher esqueceu como é bom e como os homens gostam da sua feminilidade, da sua delicadeza, do seu jeito sensível e sutil de encarar a vida.
Não podemos deixar que os nossos namorados, amigos ou amantes, esqueçam como nós pobres mortais ainda gostamos de jantar romântico, de ser paquerada, daquele jogo gostoso que é ser conquistada, que abram a porta do carro, de escutar a sua música preferida namorando, receber cartas ou até mesmo e-mails carinhosos.
Acredito eu que o homem quer e procura em uma mulher companheirismo e duvido que ele escolha uma dessas saradas para ser a mãe de seus filhos.
A mulher não pode deixar de lado a sua alma, que um dia torço eu, que chegue logo pode ser mais valorizado do que um corpo perfeito que com o efeito da gravidade mude bastante.
A mulher tem que ter opinião, para poder conversar com o seu companheiro, discutir um filme, o seu gosto por alguma banda em especial, autores sem medo de parecer intelectual, falar do seu trabalho e planos para o futuro sem ser boba. Os homens estão ficando inibidos e até com medo dessas mulheres saradas e turbinadas, por isso acima de tudo nós temos que nos valorizar.
Temos que aprender a curtir o nosso corpo conforme a nossa idade, tudo na vida tem a sua hora, não queira ser uma musculosa beirando os sessenta anos, que não irá combinar, com o tempo podemos sim melhorar, mas a vida não é só feita de corpos e músculos, mas também de experiências e sabedoria.
Então vivamos bem e felizes com o nosso corpo pois como diz o poeta Tom Jobim: Ah, se ela soubesse que quando ela passa, o mundo inteirinho se enche de graça e fica mais lindo por causa do amor"
Publicado por OLACIR RENATO em 12/3/2003 12:09:03 AM
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Terça-feira, Dezembro 02, 2003 |
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Mídia x Violência
Por Marília Kfouri
Toda vez que ocorre um rime brutal que tem grandes repercussões na mídia surgem vários comentários e as mais diversas opiniões. O que não faltam nessas ocasiões são sugestões para conter a violência. E lá vem movimentos e passeatas pela paz com todo mundo vestido de branco. Como se isso resolvesse ou acrescentasse alguma coisa.
Com a morte do casal de namorados Liana Friedenbach e Felipe Caffé, em São Paulo, não foi diferente. Mas, nesse caso por envolver um menor de idade no crime, a grande discussão está focada na redução da maioridade penal.
A maioria dos meios de comunicação abraçou a causa. Vemos rádios, programas de televisão, defendendo a idéia. No programa da Hebe nesta segunda ¿feira, dia 17/12/2003, o pai de Liana e a mãe de Felipe, participaram e falaram do ocorrido com seus filhos. Sem contar que ao falar da passeata, Hebe que diz que talvez está não adiante, pois, nos finais de semana não costuma ter ninguém pra receber no Congresso.
Diante deste fato, o pai de Liana diz que mesmo que sejam recebidos pelo porteiro do Congresso, esta passeata sairá.
Até mesmo o Cardeal-Arcebispo de Aparecida, Dom Aloísio Lorscheider, defende a redução e ainda a reformulação do Estatuto da Criança e do Adolescente esteve na mídia para tentar resolver.
Toda vez que um crime bárbaro faz vítimas na classe média ou alta ocorre todo esse rebuliço, com ampla cobertura da mídia, sendo que, todo dia morrem pessoas inocentes pelas periferias do país sem que haja um mínimo de compaixão ou repercussão.
Assassinato de pobre, por mais horrendo que seja, já é considerado normal, não chama a atenção, não vende jornais nem dá audiência. Ora, morte de pobre, onde já se viu perder tempo com isso, gastar papel e tempo com tão corriqueira fatalidade! É são o valor de uma sociedade animalesca!
Toda morte é triste, seja quem for à vítima. Ninguém é menos gente, menos ser humano, por ser pobre e morar na periferia.
Que Deus tenha misericórdia de todos.
Publicado por OLACIR RENATO em 12/2/2003 11:37:03 PM
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Uma Crítica ou um desabafo?
por Eriberto Carvalho
É engraçado como a gente se adapta as coisas nessa vida. Se me dissessem que um dia eu ia assistir uma peça de teatro brasileiro no videocassete de minha casa, eu diria que não!
Outro dia na locadora, o atendente impressionado comentava o formato de uma fita, aos moldes do televisivo Sai de Baixo e que estava impressionado com o texto do ator Antonio Fagundes na peça Sete Minutos, de sua autoria.
Curioso e até um tanto cético, peguei o video para assistir. Depois de um começo intrigante, a peça se desenrolou de forma absoluta com uma crítica constante ao público que não sabe assistir teatro no Brasil, mas de uma forma tão suave que foi simplesmente fantástico o desempenho de todos os que participaram do vídeo.
Separei propositalmente o trecho sério da peça e estou jogando pra você que se liga em nosso blogger.
Quem sabe depois de ler o que Fagundes escreveu e, desculpe a adaptação de minha parte porque a idéia era usar esse tema para defender a minha monografia, você se anima a pegar mais um vídeo nacional e prestigiar essa crítica super bem bolada ao público. Se você tiver um pouquinho de paciência, tenho certez que não vai se arrepender de ler!
Sete Minutos
Antonio Fagundes
E a grande verdade é que nós vivemos num país desacostumado ao ato de pensar.
Nossa formação cultural está reduzida àquela dúzia de filmes norte-americanos com a sua fantástica linguagem traduzida em ação, ação, ação, suas músicas e ritmos.
Nosso exame vestibular em múltipla escolha, reduz a capacidade de raciocínio ao acaso de uma loteria esportiva.
Nosso padrão de televisão, rápido, esperto, ágil, dinâmico, prende a nossa atenção por no máximo sete minutos; o tempo aproximado de cada segmento antes do intervalo comercial.
Nada mais exige maior reflexão. Até mesmo o melhor programa está sujeito a essa lei férrea do tempo máximo de sete minutos.
Então, eu vou ao banheiro, tomo um café, telefono, eu descanso. Tenho tempo pra isso.
O intervalo comercial como em nenhuma outra parte do mundo dura quase os mesmos sete minutos, divididos em mensagens rápidas de quinze a trinta segundos que prendem a minha atenção, caso eu não tenha mais nada pra fazer, por um espaço de tempo cada vez menor.
Fomos reduzidos a maquinas instantâneas de pensamento: ágeis, sagazes ¿ vazias....
Lemos muito pouco. Um best seller no Brasil vende cem mil exemplares e comemoramos essa marca.
Nossos melhores pensamentos, nossas maiores reflexões, nossa mais apurada percepção do mundo não passa dos sete minutos a que fomos condicionados a usar.
Até mesmo as nossas emoções obedecem a essa regra de tempo e não é pra menos.
A leitura diária dos jornais nos obriga a isso.
Mas, se fossemos capazes de manter a nossa indignação por um espaço de tempo maior, só Deus sabe que caminhos estaríamos trilhando agora. Mas Deus sabe o que faz.
Já conseguimos sair de casa e trocar a nossa raiva costumeira pelos sete vezes sete minutos do transito nosso de cada dia, pelos constantes sete minutos mais de cem vezes ao dia ininterruptos, interrompidos a cada sete minutos.
Impossível no fim do dia lembrar de tudo isso. Afinal o dia que é composto por mais de duzentos sete minutos, nos levaria a loucura e por isso não temos memória e é preciso que seja assim para que possamos sobreviver.
Mas, ainda podemos revolucionar de vez essa nossa concepção de tempo e não nos submetermos mais a ditadura dos sete minutos.
Hoje, já que estamos todos juntos aqui, podemos parar para refletir que ainda é possível exigir a atenção por um espaço de tempo maior.
Nossas aulas duram mais que sete minutos e fazemos assim porque ainda achamos que é possível estamos juntos por mais tempo trocando idéias, refletindo, aprendendo, ensinando, sonhando....
Que bom que vocês vieram. Porque lemos jornais todos os dias pensamos mais no que devemos fazer. É bom que vocês estejam aqui conosco hoje para dividirmos algumas dúvidas, porque certezas, nós temos muitas em comum.
Sabemos juntos que as coisas não vão bem. Sabemos porque, quando, como...
Sabemos onde.
Temos certeza da necessidade de mudança, certeza de que quase não agüentamos mais. Vivemos juntos em meio à mesma violência, sofremos a mesma fome e talvez a nossa maior falha tenha sido de nunca nos termos dado tempo para discutir os nossos erros.
Mas exercitamos desse mesmo jeito atrapalhado a vontade de que um dia as coisas mudem.
Uma sala de aula não pode mudar muita coisa nos traçados desse caminho, mas aqui, ainda é possível se dizer ¿ não sei e aprender com outros a arte da busca. Talvez porque o nosso tempo na faculdade seja diferente do que corre lá fora e ainda podemos sonhar e é bom que seja assim para dividirmos as nossa dúvidas, repartir nossos sonhos e multiplicar a nossa vontade de que tudo isso um dia não passe de uma peça de teatro.
Publicado por ERIBERTO CARVALHO em 12/2/2003 10:46:27 PM
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Driblando miséria
por Lidia Nogueira
Preocupada com alto índice de mortalidade infantil e a miséria do povo brasileira surge a Pastoral da Criança. O programa é nacional e apoiado pela Igreja Católica . Seu principal objetivo é buscar alternativa para a melhoria de vida da população. A Pastoral da criança em Lorena surgiu em 1985 através do disque denuncia pelo então prefeito municipal Carlos Eugênio Marcondes. Instalada no bairro mais carente de Lorena na Vila Brito a pastoral foi a primeira também no Vale do Paraíba. Trata-se de um bairro com forte pobreza e castigado por várias enchentes do rio Paraíba, falta de infra-estrutura como esgoto e água encanada. Além disso, a falta de instrução daquele povo fez com que os Salesianos ampliassem seu campo de atuação no bairro. Daí a necessidade de um Oratório no local e definitivamente a sede da pastoral. Aulas de instrução e conscientização de cidadania foi o principio básico para dar andamento ao trabalho da pastoral. Esta aulas monitoradas para toda a comunidade do bairro tinha como papel mostrar a todos a importância da higiene e também aprender recursos como se deve aproveitar os alimentos desperdiçados. Alimento este que muitas das vezes são jogados no lixo, contendo de nutrientes rico que poderiam ser aproveitados e fonte de alimentos para as crianças de 0 a 6 anos. Como todo trabalho no inicio leva tempo a pastoral teve algumas dificuldade como mobilizar toda a comunidade e qualificar lideres injetando o máximo possível de informações para que o trabalho fosse de fato concretizado. Houve resistências de alguns párocos da diocese de Lorena que não acreditavam no sucesso da instrução dada as mães carentes do município. Porém tudo não passou de mau atendidos o resultado foi um sucesso e bastante crianças desnutridas forma atendidas apresentando resultado surpreendentes.
Hoje a Pastoral da Criança da Dioceses de Lorena corresponde a 23 paróquias espalhadas por 13 cidades: Lorena, Piquete, Cachoeira Paulista, Cruzeiro, Queluz, Lavrinhas, Silveiras, Areias, São José do Barreiro, Bananal, Arapeí, Cunha e Cunha. São 350 lideres comunitários, que desenvolvem um trabalho voluntário orientando e acompanhando as mães até que tenha capacidade suficiente para cuidar de seus filhos desnutridos.
Como o movimento começou a crescer foi instalado dentro da pastoral aulas sobre saúde mental e física. Adultos são alfabetizados, projetos de geração de renda familiar, como evitar acidentes domésticos, como tratar de pequenos ferimentos e queimaduras, cuidados com a higiene pessoal e das crianças, enfim, uma gama de informações que pode e vai auxiliando as mães na manutenção da saúde de seus filhos.
O sucesso da pastoral da Criança está nos dados obtidos, não existem mais na região morte de crianças por desnutrição onde atua os lideres. Portanto o trabalho da pastoral se deve principalmente a irmã Diomira Marcolin que esteve a frente durante este dez anos lutando para que as pessoa tenham no mínimo uma vida digna ¿ a coisa mais bonita para mim, foi ver crescer crianças que não tinham a menor chance de florescer numa sociedade absurdamente higiênica como a nossa. Sabe dos problemas que tem, mas não quer toca-los e finge que ajuda a resolver-los sem um envolvimento consciente e constante. Em segundo lugar, mas com a mesma importância e quem sabe até maior, foi ver desenvolver nessa gente simples e quase sem instrução o censo de cidadania. Um espírito altaneiro de verdadeiros guerreiros que lutam em favor de seus filhos e de suas famílias. São direitos que sempre estiveram ao seu alcance e nunca usaram por pura falta de conhecimento. Fazer uma pessoa entender o que é cidadania foi meu grande legado esses anos todos a frente da Pastoral¿, finaliza.
Irmã Diomira hoje trabalha em Guaratinguetá no Coração Sagrado de Jesus dando aula de pintura, bordado e entre outras atividades ligadas ao artesanato.
Publicado por ERIBERTO CARVALHO em 12/2/2003 10:26:04 PM
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Música na serra
Por que a música é uma forma de comunicação? Ela é considerada universalmente como forma mais profunda de comunicação, cujo sentido atravessa o tempo e nunca perde sua força de expressão. Como disse o filósofo marxista Ernest Fisher; Como explicar que sintamos tanta emoção ao ouvir antiquíssimas melodias sem evocar o poderoso conteúdo expressivo da música? Os conte-údos contidos em uma música atingem as mentes e corações das pessoas, em diversas épocas e re-giões. O ¿Projeto Violinos de Cunha¿ foi criado em 1998, como incentivo ao desenvolvimento desta forma de comunicação, com a proposta de cursos gratuitos de música para a população ca-rente.
Ele é patrocinado pela parceria da ONG Serra Acima e doações particulares, e mantém uma média de 50 alunos. O curso é ministrado por um professor, com auxílio de monitores, em espaço cedido por uma escola da cidade.
Desde o início do ¿Projeto Violinos de Cunha¿, a comunidade tem apresentado uma reação positiva, comprovada pelo considerável número de inscrições. Esse fato contrasta com a antiga des-crença dos organizadores que não acreditavam no interesse da população pelo objetivo. ¿No início houve descrença dos organizadores já que não se acreditava que uma comunidade rural pudesse se interessar por música clássica¿, explica o coordenador Carmo Camargo Júnior.
As inscrições são abertas todos os anos e recebem em média 100 candidatos. Porém, esse número, ao longo do cursos, vai caindo, naturalmente, até ficarem os mais interessados.
O violino é um instrumento que exige muita dedicação e, para manter a auto-estima dos alu-nos, o Projeto faz constantes apresentações. Altair Roberto de Toledo, aluno do curso, acredita que ¿o violino é um instrumento muito técnico que requer muito ouvido¿.
O ¿Projeto Violinos de Cunha¿ tem como meta em médio prazo, formar uma pequena or-questra, conhecida como camerata. Esta seria composta somente por instrumentos de arco como violino, viola e violoncelo. Porém este objetivo só será alcançado com um maior patrocínio do pro-jeto que se encontra em dificuldades financeiras. Iniciativas como essa devem ser valorizadas, pois contribuem para formação cultural da população e proporcionam oportunidades saudáveis de lazer para os jovens.
Publicado por ADILSON CARLOS DE TOLEDO OLIVEIRA em 12/2/2003 09:47:32 PM
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Segunda-feira, Dezembro 01, 2003 |
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GINÁSTICA RÍTMICA DE LORENA É UM SUCESSO NA TELEVISÃO
Após trinta segundos no programa do Faustão, a GRD de Lorena tem destaque nacional
O povo lorenense teve um Domingo de gloria, com a apresentação da equipe tri- campeã estadual no programa do Faustão, na Rede Globo. O Brasil passou a conhecer as meninas comandadas pela professora Márcia Cilene. Com apenas trinta segundos as atletas puderam mostrar para o Brasil o seu talento. As meninas concorreram com outros candidatos considerados fortes, porem não se intimidaram e conquistaram os votos dos jurados por unanimidade, ganhando o prêmio do quadro se vira nos trinta.
Segundo á professora Márcia, já estava na hora das campeãs colherem os frutos, disse ¿que com esta conquista e com o dinheiro ganho, a GRD de Lorena poderá sonhar um pouco mais com um futuro melhor¿ e falou ainda que, ¿a repercussão foi tanta que a minha equipe já recebeu convites para fazer várias apresentações fora do país¿. Para ela é gratificante todo trabalho desenvolvido. Algumas alunas mais antigas no grupo revelam que, mesmo treinando quase 10 horas por dia, é gratificante quando os resultados aparecem. Tudo é uma questão de seriedade e determinação. Alguns pais que assistiram suas filhas na televisão ficaram encantados com a apresentação, acharam que as meninas tinham muita intimidade com as câmeras. Já para a professora Cilene ¿ficar à frente das câmeras e do público é algo muito difícil, o importante é que pela primeira vez a cidade das palmeiras imperiais deu o seu recado para os lorenenses e brasileiros¿, para ela parecia um sonho.
Márcia fez um retrospecto do seu trabalho. Em 1994, ficamos em segundo lugar, em 97 conquistamos o nosso primeiro título, daí pra frente fomos ganhando tudo, chegando a conquista maior, o tri campeonato estadual.
Cilene fez um desabafo, ¿a minha maior frustração como profissional é não conseguir alçar vôos maiores, porque ¿lá em cima¿ as pessoas não deixam a gente decolar. É uma dificuldade conseguir apoio dos órgãos governamentais, uma vez que essa coisa de fazer competições regionais, estaduais e nacionais, não leva a nada, porque os valores das cidades do interior não conseguem chegar ao conhecimento do Comitê Olímpico Brasileiro. Raramente você vê uma seletiva, principalmente no Vale do Paraíba. Faltam recursos para poder pagar a Federação e registrar nossas meninas. Tudo é muito caro, é impossível gerarmos recursos para isso¿, finalizou.
César Rozas

Publicado por ERIBERTO CARVALHO em 12/1/2003 08:19:03 PM
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Quinta-feira, Novembro 27, 2003 |
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Profecias
Ana Cristina Maia ¿ anacrismaia@hotmail.com
Durante muitos anos, no século passado, diversas pessoas acreditavam que o ano 2000 seria o ano apocalíptico. Conforme o dito ano foi se aproximando, muitos astrólogos, profetas e seguidores de Nostradamus anunciavam o fim do mundo, ou pelo menos, uma nova era de rompimentos, guerras e destruições estava por vir.
O mundo não acabou ¿ pelo menos por enquanto ¿ mas as profecias estão se realizando. Não da forma mistificada e metafórica, com anjos e trombetas seguidos do juízo final. Mas, pragas como o desemprego, as contas no final do mês ¿ as contas não são o problema, desde que se tenha dinheiro para pagá-las ¿ a solidão cada vez mais comum e a inconstância diante desse mundo que vive numa constante busca por informação e saber, sem perceber que toda essa informação é fragmentada e superficial, efêmera, são algumas das pestes que vem vitimando o homem moderno.
Talvez este seria o presságio do fim? Nietzsche em seu livro Assim Falou Zaratustra faz uma citação instigante: ¿Noutro tempo fostes macaco, e hoje o homem é ainda mais macaco do que todos os macacos¿. O gesto antes primitivo, hoje, soa altivo: batemos no peito afirmando nossa evolução e superioridade; somos homo sapiens, fazemos parte da civilização moderna, mesmo que nossas ações, inclusive, a daqueles que nos representam e que tem o poder nas mãos sejam totalmente nada civilizadas, porque não dizer, beirando a barbárie.
Infelizmente estamos inseridos numa sociedade democrática pouco organizada, e se o é, então, é pouco eficaz. Afinal estamos perdendo feio para organizações que a cada dia nos tornam mais reféns. Mas, ao mesmo tempo em que me indigno com essas facções, tenho que admitir certa admiração por elas. Pense bem, uma organização existe para trabalhar por alguma coisa ¿ seja ela lícita ou ilícita, tudo bem, você não é o único por pensar que as ilícitas no Brasil funcionam melhor ¿ essas organizações, justamente por serem ¿organizadas¿, conseguem alcançar tudo aquilo que por elas é objetivado.
A verdade é uma só, quem trabalha bem e bastante, tem uma chance muito maior de sucesso. E essa fórmula se aplica muito bem no Brasil. Crime ambiental é obra de quem? Do crime organizado. Facções como o PCC, são o que? Crime organizado. Operação Anaconda, idéia de quem? Crime organizado.
Agora, sindicatos seja dos trabalhadores ou aposentados, falam, falam e não resolvem nada. São o que? Desorganizados. As imensas filas do INPS, são resultados do que? Desorganização. Os inúmeros processos que estão abrigados no INSS, significam o que? Nosso país é desorganizado para assuntos que são de interesse de todos. No entanto, é extremamente organizado para benefícios de uma minoria.
A violência, antes típica ao cidadão comum, agora, tem como alvo policiais. São os policiais os responsáveis pela ordem e segurança da sociedade, certo? Correto. Mas, e quando os policiais são também as vítimas? ¿Quem poderá defendê-los?¿, a expressão típica do programa do Chapolim Colorado pode ser tranqüilamente usada, porque, neste caso a sociedade só poderá contar com super heróis, já que medidas severas, não darão muito certo num estado que se apresenta cada vez mais vulnerável.
A Operação Anaconda, envolvendo três magistrados, mais ex-esposa e afins, denunciados por formação de quadrilha. Os ¿senhores da lei¿ prestavam serviços como: manipulação de processos na Justiça, falsificação de documentos, venda de sentenças a marginais e liberação de cargas ilegais. A corrupção anda solta nos corredores do poder. Nesses e em outros casos, todos envolvem gente graúda e de colarinho branco.
Como percebem, talvez, as catástrofes previstas por Nostradamus e outros, não estão se realizando ao pé da letra, como prognosticado, mas, já estamos perto do fim, afinal, num mundo que está pelo avesso, onde, quem deveria ser mocinho acaba sendo bandido e a sociedade acaba ficando acuada no meio desse fogo cruzado, não dá para acreditar em salvação. Que toquem as trombetas apocalípticas!
Publicado por ANA CRISTINA MAIA em 11/27/2003 01:35:03 AM
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Terça-feira, Novembro 25, 2003 |
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TRÂNSITO QUE MATA
As motocicletas merecem uma atenção especial
Bebidas alcoólicas, imprudências e falta de condições nas estradas, fazem do Brasil o País Campeão em Acidentes de Trânsito, matando cerca de 45 mil pessoas/ ano e deixando aproximadamente 376.589 mil feridos/ ano.
As motocicletas merecem uma atenção especial, por serem veículos frágeis, deixando o corpo do condutor completamente exposto a qualquer impacto, levamos em consideração que existem equipamentos de segurança obrigatórios, que nem sempre são utilizados corretamente. Uma grande parte dos condutores de motocicletas e motonetas não se preocupam em seguir as regras, usam veículos de péssimo estado de conservação, com farol apagado (obrigatório acender durante o dia e a noite ¿ art. 40, parágrafo único c/c art. 244, IV do CTB), usam capacete de segurança sem abaixar a viseira considerada proteção obrigatória (art. 54, I, do CTB), alguns condutores ainda exibem capacetes fora de especificações, seguindo a moda ou procurando um designer mais atraente.
Na matéria publicada por Geraldo de F. Lemos Pinheiro, ¿Sua Excelência a Motocicleta¿ (Revista da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego ¿ ABRAMET, AnoXXI ¿ nº 41) o médico Dr. José H. C. Montal afirma que quando examina o uso de veículos motorizados pelos jovens, justamente os que dão o maior número aos usuários de motocicletas, sejam motoboys, motofrete ou simplesmente portadores da categoria A (art.143, I., do CTB) para o lazer, são os jovens do sexo masculino que procuram preencher o figurino do estereotipo que ele imagina ser o ideal feminino: a audácia, o arrojo, o atrevimento, o testar limites, a coragem. Esses desafios somados a inexperiência na condução de veículos, o desconhecimento das normas de trânsito, a facilidade no uso do álcool, a sensação de invulnerabilidade causando a impressão de imortalidade, fruto da falta de consciência de risco. [...] Some-se a isso a necessidade de integrar-se ao grupo, a chamada pressão dos pares, que estimula também o ultrapassar limites e transgredir. O trauma é a causa líder de morte nos homens abaixo de 44 anos (Acidentes de Trânsito no Brasil ¿ obra cit.).
Há que ser encontrado o paradeiro dessa desordem, investir em educação é fundamental, as leis de trânsito são claras, necessitamos de mais campanhas, envolvimento político e acima de tudo consciência.
Publicado por MIRIELLY DE CASTRO em 11/25/2003 12:45:33 PM
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Sexta-feira, Novembro 21, 2003 |
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Em Trancos e Barrancos
Durante os quatro anos de Faculdade vivemos em trancos e barrancos, diante de todas as dificuldades chegou o fim e somos vitoriosos, pois com a crise do país não é qualquer um que pode encarar uma Faculdade e o mais importante chegar até o fim.
Já está batendo aquela saudade pois foram momentos mágicos, onde aprendemos, curtimos, e fizemos grandes amizades.
Na escola quando criança, imaginamos a Faculdade uma coisa, mas quando damos de cara com ela vemos que é muito mais do que imaginávamos, é uma experiência diferente que só quem vive sabe explicar .
Atritos todos têm pois nada é perfeito, agora uma nova etapa está por vir, espero que cada um encontre o seu caminho e conquiste sua estrela. O importante é não parar nunca, pois a vida é uma batalha e os que param no meio da luta não tem oportunidade de ver vitória.
Agradeço a todos que fizeram parte da minha história, pois cada etapa é uma história diferente e essa etapa com certeza foi uma das melhores da minha vida.
Boas lembranças vou levar, pois não é fácil encarar tanta cobrança por ser a primeira turma, enfrentar o provão que... Ufa !!! falta só saber o resultado.
E as piadas fora de hora, os gritos inexplicáveis, aquela aula chata que ninguém queria assistir, o frio na barriga na hora da nota final, enfim foram pequenos momentos mas que com grandes recordações.
Mas............. chegamos ao fim, AH!! não poderia deixar de falar do famoso TCC,que tirou muitas noites de sonos e até cabelos brancos apareceu, mas como dizem faz parte, pois vou falar a verdade isso pira qualquer um, mas é só para fechar com chave de ouro o curso.
Existem pessoas que marcam nossas vidas e que a gente não esquece, pois conquistei amigos e ¿amigos¿ mas como disse nada é perfeito.E para finalizar vamos ser avaliados pela comissão do MEC, e com certeza aprovados.
Uma frase sempre vou levar comigo.... ¿Nada na vida é por acaso¿ o importante é saber aproveitar, acreditar em cada minuto como se fosse o último e como já dizia Geraldo Vandré ¿Quem sabe faz a hora não espera acontecer¿ .
Portanto desejo a todos muito sucesso nessa nova caminhada.
Aos que ficam e aos que chegam curtam o máximo cada instante tanto em sala de aula como nas baladas pois as duas caminham juntas, é uma parceria testada e aprovada pela maioria dos universitários.
Publicado por MARISA AUCIONE DE SOUSA em 11/21/2003 05:36:22 PM
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Quinta-feira, Novembro 20, 2003 |
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A vida real vira filme de terror

Os jovens de hoje estão na mira dos bandidos. Recentemente, dois jovens de classe média, foram brutalmente assassinados por outro jovem menor de idade. Hoje as vitimas mais comuns são os jovens entre 16 e 25 anos. A causa? O jovem sempre acha que pode ir a qualquer lugar, a qualquer hora que não corre nenhum tipo de risco, considerando que já sabe de tudo. Começam a sair cedo de casa, mentem para os pais, que nunca sabem se os filhos voltam ou não para casa. Casos como o de Liana 16 anos e Felipe 19 anos, existem muitos, tragédias que abalam famílias inteiras. E os bandidos continuam nas ruas, como se fossem pessoas normais, e quando vão presos voltam pior do que entraram. O jovem, principalmente o adolescente não costumam ouvir os pais, acham que o pai é careta, ultrapassado e se esquecem que eles também já passaram pela mesma idade.
Só que época dos nossos pais a situação era outra, o mundo era menos violento, não era tão liberado como é hoje. Esse trecho é de Ari Friedenbach, pai de Liana. ¿Gostaria que os jovens repensassem a forma como estão agindo. Talvez pudessem ter mais responsabilidade. Não pensem que o mundo é só alegria, o pensamento normal de qualquer adolescente¿. Nós que ainda não temos filhos temos que pensar e muito. A educação é a base para que tenhamos um futuro bem melhor.
Publicado por MARISA TREPICHIO em 11/20/2003 11:53:53 PM
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Os professores do futuro
Aproveitando, que a onda agora é Educomunicação, não poderia deixar de comentar um fato inusitado que aconteceu hoje. Estava pensando há alguns dias, desde quarta-feira passada, em escrever sobre o tema, inclusive comentei com nosso Mestre, como diria meu grande amigo Eriberto. Aí, hoje, indo buscar minha prima que voltava de Houston, fui até São Paulo, batendo um papo muito cabeça com minha tia. Neste momento lembrei da Agnes, que há alguns dias (07/11) escreveu para o Neocorvo um texto sobre a mulher, que falava da posição das mulheres hoje em dia, dentro e fora da faculdade, lembrei dela porque no texto havia algumas citações com relação a mulher também ter idéias, opiniões e não se preocupar apenas com roupa, sapato, etc. Hoje, eu e minha tia realmente fomos mais uma dessas mulheres, que também pensam, se informam e têm opiniões.
Mas, com tanta embromação vocês já devem estar pensando o que isto tem a ver com educomunicação. Minha grande amiga Aline Néto já estaria falando ¿A educomunicação é a aproximação entre a educação e a comunicação¿. Bom, na verdade minha tia Miriângela é professora do ensino Fundamental e de Faculdade do Curso Normal Superior, e não porque é minha tia, mas ela é um referencial entre as muitas professoras que eu tive, ou que conheço. Hoje ela me contava sobre sua nova experiência, este ano ela começou a lecionar em uma faculdade em MG, e tanto ela como seus alunos estão muito empolgados com sua matéria, com a forma em que o conteúdo está sendo aplicado, etc. Hoje, ela me contava que algumas professoras, também da mesma faculdade, estavam enciumadas com a admiração que os alunos falavam da Dona Miriângela, linguagem típica de Minas Gerais.
Aqui então entra a pergunta, o que de mal tem uma professoram, que há 23 anos esteve constantemente em sala de aula, querer se especializar, trazer novos conhecimentos para seus alunos, inclusive os da primeira série. No caso de Minas, como ela mesma falou, isto é um pouco difícil de entender, afinal de contas foi lá e no Rio Grande do Sul que o construtivismo começou. Se fôssemos então pensar, estes deveriam ser os estados onde os professores desenvolvessem trabalhos mais dinâmicos, onde o aluno sentisse prazer em estudar e não ficasse no básico, no tradicional. Infelizmente, no caso da tal faculdade esta não é a principal realidade. Aliás, por experiência própria, já que trabalho no Portal Educacional da Rede Salesiana, presencio diariamente a falta de interesse de algumas professoras, que têm ferramentas e oportunidades nas mãos, mas não demonstram interesse e continuam sendo as professoras da época da vovozinha.
Em São Paulo, pelo menos estão tentando modificar estas idéias. A Teia do Saber, um projeto da Secretaria de Educação, está trazendo aos professores, em suas regiões, um pouco mais de bagagem e de novos métodos para a sala de aula. Esta iniciativa, talvez dê algum resultado, desde que o projeto consiga atingir, em primeiro lugar, a cabeça destes professores, que acreditam que o melhor meio para ensinar é ler,escrever, decorar, e que não são muito fãs da utilização das ferramentas de comunicação dentro da sala de aula.

Publicado por JULIANA SANTOS em 11/20/2003 08:23:00 AM
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Quarta-feira, Novembro 19, 2003 |
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Comportamento digital
.
Internet, blogs, sites, bate-papos, por que será que tantos adultos, adolescentes e crianças se interessam por isso e passam horas na frente do computador.
O mundo evoluiu, novas tecnologias surgiram e entre elas o computador e a internet. No início era humanamente impossível obter os dois lançamentos, mas hoje, apesar da super crise econômica, ficou mais fácil, já que os financiamentos e as ¿suaves prestações¿ borbulham pelas lojas de aparelhos eletrônicos.
O país já viveu e presenciou vários modismos de jovens e crianças. Piercing, tatuagem, cabelo colorido, roupas rasgadas etc. Agora é a vez da moda virtual, conversas, namoros e até casamentos via internet. Sem esquecer dos blogs, espécie de diário vitual, que estão fazendo o maior sucesso entre meninos e meninas de todas as idades.
Dificilmente nos dias de hoje acharemos alguém até mesmo crianças que não saibam manusear um computador e navegar pela internet, quer dizer, as crianças sabem mais que muitos adultos.
Pesquisas já foram aplicadas entre pais e adolescentes usuários de internet abordando as conseqüências que ela pode trazer tanto para a saúde como para os hábitos. Muitos pais preferem que os filhos fiquem no computador do que na rua, devido a tamanha violência que estamos enfrentando.
Mas será isto realmente correto? A internet não impede a violência!
Foram muitos os casos de encontros marcados pela internet, com pessoas desconhecidas, que resultaram em estupros, mortes etc.
A internet leva as pessoas aonde elas querem através dos diversos sites que ela possui. Tanto que alunos de escolas públicas ou particulares, até mesmo de faculdades, adquiriram um péssimo hábito de copiar fotos e textos das web. Tudo isso para facilitar os trabalhos escolares. Desta maneira é muito prático e fácil resolver assuntos escolares, pois a maior parte dos professores nem percebem que o texto não pertence ao aluno.
Não culpemos os pais por isso acontecer, afinal o que todos eles querem é proteger seus filhos, mas acho que deixá-los em frente ao computador o tempo todo e sem vigilância não é a melhor solução.
O computador e a web, não são criminosos, mas é necessário que haja limites para sua utilização. Por que daqui alguns anos vamos ter milhares de profissionais no mundo e como vamos poder confiar neles e ter certeza de que quando crianças e adolescentes não fizeram ou continuam fazendo o tal do "ctrl+c" e "ctrl+v"?. Impossível descobrir!
Publicado por FLÁVIA MIOTTO em 11/19/2003 02:15:20 PM
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Ministros do governo Lula deveriam ser bloqueados.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deveria começar a bloquear alguns dos seus ministros, antes que eles tomem qualquer outra medida mais drástica que coloque em rísco ou prejudique não só os velhinhos e as crianças portadoras de deficiência, mas sim todo o resto do país.
Me desculpem se pareço dramática, mas a situação é dramática. Fico pensando que alguns ministros ao tomarem determinadas decisões não encontram-se em seu estado normal. Chego a pensar que ao assumirem um cargo de poder, acabam sofrendo de algum tipo de distúrbio mental. Passam a ter determinados comportamentos como se fossem Deuses e detentores da vida de todo cidadão. (Talvez, seja uma grande tese a ser defendida por algum especialista para doutorado). Caso contrário, não cometeriam tantos erros absurdos, e alguns apoiados pelo presidente. Lembram-se da Ministra Zélia Cardoso de Mello, aquela super ministra, que da noite pro dia, segundo as más linguas, em uma mesa de bar decidiu confiscar todo o dinheiro do cidadão brasileiro? Determinou que todos só poderiam movimentar de suas contas poupanças, uma quantia mínima estipulada por ela. Destruiu vidas! Todos nós sabemos o nome dado a isso! Claro, que ela e seus amigos, foram poupados, não se incluiram na medida. Não como vítimas, mas como autores!. Atos como este, irresponsáveis, mexem com a vida de muitas pessoas, trazendo consequências irreversíveis. Como é o caso do bloqueio das aposentadorias do INSS, determinado pelo ministro Ricardo Berzoini num ato impulsivo, no mínimo impensável, pois quero crer que sua capacidade vá além desse lamentável erro, que não pode ser reparado com um simples pedido público de desculpas feito por ele aos aposentados. Concordo que é preciso acabar com a corrupção no INSS, mas a corrupção não está só ali. Qualquer pessoa normal, saberia que o caminho utilizado pelo ministro não daria certo. Foi no mínimo cruel, com aqueles velhinhos com mais de 90 anos praticamente no final da vida, enfrentando filas imensas para provarem por meio da sua presença em agencias do INSS que estão vivos. Situação degradante, total desrespeito com o ser humano. Certamente o ministro não deva ter sua avó ou avô vivos, mas suponhamos que tivesse, será que gostaria de vê-los numa fila da Previdência por horas para provar que continuam vivos? Bem, eu não saberia dizer por quanto tempo mais continuarão vivos, depois de enfrentarem toda essa maratona e de terem ficado sem seus medicamentos. Se não bastasse a miserável aposentadoria que o brasileiro recebe vem um ministro bloquea-las e obriga-los a uma situação humilhante??? Os grandes corruptos, Senhor Ministro, não tem 90 ou mais de 90 anos. Agora se não bastasse isso, menos de uma semana depois deste ato insano, o presidente Lula veta projeto de Lei que inclui alunos portadores de deficiência matriculados em instituições privadas sem fins lucrativos, como é o caso das Apaes (Associações de Pais e Amigos de Excepcionais), no calculo do Fundef, que é o orgão que redestribui recursos da União, Estados e Municípios de acordo com o número de matrículas na rede pública. O veto não pegou só de surpresa os parlamentares, o próprio ministro da educação se mostrou surpreso.
Senhor Presidente, bloquei o pagamento desses ministros ou definitivamente bloquei-os, antes que essa sucessão de erros acabe bloqueando o seu governo.
Mila Trepíchio

Publicado por MILA TREPICHIO em 11/19/2003 09:45:34 AM
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Liberdade censurada?
Há algumas semanas, o País ficou atônito com a notícia de que dois jovens foram brutalmente assassinados em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, por um menor de idade psicopata. Os dois mentiram para os pais dizendo que iriam a uma festa da comunidade israelita, em Ilhabela. A mentira, no entanto, custou caro, muito caro.
Quando jovens, não medimos as conseqüências de nossos atos. Sobretudo quando estamos enamorados. Daí, então, o mundo não é o bastante, o céu é o limite para as loucuras vindouras. E muitas vezes essas aventuras desbravadoras custam caro não somente a quem resolve coloca-las em prática, mas também às pessoas que nos amam e invariavelmente sofrem tanto ¿ ou mais ¿ com isso: nossos pais.
Concordo que é virtualmente impossível passar incólume pela adolescência sem ao menos uma mentirinha. Aquele tremendo show de rock que o seu pai acha caro e perigoso ou aquela viagem à praia que a sua mãe cisma em acreditar que tudo vai acabar em putaria generalizada e madrugadas regadas à cerveja. Enquanto escrevo essas mal-traçadas linhas, posso me lembrar de uma dúzia de ¿mentirinhas¿ que poderiam me custar a vida. Há algum tempo, porém, sou adepto a outra modalidade: conto tudo, ou pelo menos 80% da minha vida aos meus pais. E, sinceramente, não sei por que não tomei esta atitude antes. Tudo bem, hoje tenho 22 anos e, por mais inacreditável que pareça, minhas loucuras de outrora resumem-se hoje a um show de rock local, um filme ou uma noitada movida a Banco Imobiliário com alguns amigos. Fiquei careta prematuramente. Porém, mesmo no auge das minhas insanidades e irreflexões, adotei este expediente ¿ a confissão ¿ e reconheço que foi o melhor a se fazer.
É difícil ser jovem no mundo de hoje. O imediatismo, o erotismo, o consumismo e diversos outros ¿ismos¿ exacerbados estão nos levando ao inferno. Isso mesmo. Ter carro, celular, roupas de marca, ser ¿cool¿, enfim, é difícil ser jovem na sociedade contemporânea. Os pais são culpados? Não sei. Não há mais aquele ¿contato¿ de vinte, trinta anos atrás. Acredito que um dos problemas seja a falta de limite: os pais trabalham a semana inteira, quando vêem os filhos esses já estão dormindo há tempos. Quando chega o fim-de-semana, para compensar a ausência contínua, os pais acreditam que as crianças podem fazer o que quiser. Não, não é por aí. Para piorar, a televisão fortalece essa visão do ¿seja legal, seja dá hora, consuma pra valer e esqueça o resto¿.
Para finalizar, gostaria de fortificar minhas idéias com um caso verídico, que foi investido contra este que vos escreve. Há exatos quatro anos, meu irmão, então com tenros 17 anos, disse para meus pais que sairia de carro com alguns amigos para dar uma volta. Lembro-me claramente das palavras de minha finada mãe: ¿Você me promete que não sairá da cidade?¿ ¿ pediu ela. Prontamente, meu irmão respondeu: ¿Não mãe, prometo que não sairei¿. Mas ele mentiu, e saiu da cidade. O carro em que ele estava capotou. Quando retornou para casa, estava preso em uma cadeira de rodas, tetraplégico para sempre.
Por isso, pondere bem antes de mentir. Como diz um velho ditado: ¿Para morrer, basta estar vivo¿.
Publicado por THIAGO COUTINHO em 11/19/2003 07:18:57 AM
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Preconceito ou bom gosto?
"Olacir você nunca vai poder ser um jornalista musical, pois está coberto de preconceitos." Estas foram as palavras de uma professora minha ao ler um texto que publiquei no meu Fanzine (e também o primeiro texto que postei aqui). O texto chamava-se "tempo que não volta mais", e era uma crítica à programação musical das nossas rádios. Até nossa dama de honra, a neocorviana Agnes, me alertou sobre alguns adjetivos que escolhi para "elogiar" pseudos músicos que infestam a mídia.
Meus amigos, minhas amigas, minha professora tem razão. Escuto outros gêneros além do bom e velho Rock n' Roll, mas sou sim, bastante preconceituoso. Não consigo me controlar, o que não gosto já vou logo esculhambando, como farei de novo aqui e agora novamente.
Eis que, depois de "Rouge", o SBT nos apresenta "BR' OZ", nome que me parece, foi dado pelos próprios membros da banda, e que seria uma mistura das palavras "Brasil" e mundo mágico de "OZ". Só isso já seria o suficiente para nunca mais mencionarmos o nome dessa banda ou melhor dançarinos, mas agora a merda já está feita. Os garotos já estão tocando nas rádios com o hit chamado "A prometida", que tem o seguinte refrão: "Sim, sim, sim. Esse amor é tão profundo. Você é minha prometida , eu vou gritar pra todo mundo."
Querem saber de uma coisa: vão gritar na casa do caralho! Cantem só para "A prometida", porque por mais que eu tente evitar, fatalmente vou ouvir essa porra por aí.
Mas a maior culpa de tudo isso chama-se Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). Essa emissora já tem o agravante de ter em seu currículo, além do já citado "Rouge", o extinto "Dominó" e o adocicado "Polegar". Triste, mas é verdade. A segunda maior emissora do país, contribui para a analfabetização musical de nosso povo.
Outra coisa que não engulo de jeito nenhum são os meninos do KLB. Não estou falando de suas músicas, pois não dá pra falar do que não existe, estou falando da maneira como se vestem. Quando os vejo na tv estão sempre com camisas dos deuses do Rock: Jim Morrison, John Lennon, Led Zeppellin.......santa paciência. Das duas uma: ou eles não sabem o que vestem, ou não gostam do que tocam.
Graças ao bom Deus que esse país continental tem salvação. O Skank concebeu a obra prima do ano com seu "Cosmotron". Os Titãs também lançaram um bom álbum chamado "Como estão vocês?" (embora a música de trabalho que já toca na trilha de Celebridade, "Enquanto houver sol", seja um genérico de "Epitáfio"). Os dinossauros do Rock tupiniquim ainda continuam na ativa, mesclando seus antigos e novos sucessos com uma nova e talentosa geração.
Vou continuar escrevendo algumas coisas sobre música, mas assim mesmo, desse jeito, como um radical islâmico, pois me falta sensibilidade musical, coisa que o mano Petillo tem de sobra. Aliás o cara elogiou um disco da Kelly key. Das duas uma: ou o disco é bom mesmo ou o Alê tá saindo com ela. Acho que a segunda opção é mais verdadeira e aqui vai a prova do crime.

Publicado por OLACIR RENATO em 11/19/2003 01:08:15 AM
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Quinta-feira, Novembro 13, 2003 |
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Comunicação e Educação juntas, uma necessidade!
Sou um pouco suspeita para falar sobre este assunto ¿ Comunicação e Educação, já que sou apaixonada pela Educomunicação. Por falar nisso, você sabe o que é Educomunicação? Muitos ouviram falar, mas não sabem definir; outros nunca se interessaram pelo tema, por isso não sabem o que significa; e o restante, a minoria, sabe do que se trata. É uma pena, mas sei que esta situação ainda vai mudar...
¿Educomunicação é toda ação comunicativa no espaço educativo ¿ comunicação interpessoal, grupal, organizacional e massiva, realizada com o objetivo de produzir e desenvolver ecossistemas educacionais. Está organizada em quatro áreas de intervenção: educação para a comunicação, expressão e artes, mediação tecnológica e comunicação para o exercício da cidadania¿. Trocando em miúdos, Educomunicação é utilizar os meios de comunicação na sala de aula, é aproximar a Comunicação da Educação, pois como reforça Iolanda Cortelazzo, ¿na comunicação está uma das chaves para a reestruturação da educação...¿.
Fico muito triste em saber que, até hoje, pouco se faz pela educação de nosso país. Como dizia Célestin Freinet, um dos mais importantes educadores da França, as mudanças na Educação eram lentas. Eram e continuam sendo, prejudicando assim, ainda mais nossas crianças e adolescentes, o futuro do Brasil.
E vivo me perguntando: até quando as escolas estarão alienadas aos meios de comunicação? Alguns afirmam que não é possível permitir que a escola esteja alienada aos avanços das mídias; por outro lado, há pessoas que argumentam que a tecnologia é contrária à reflexão e a escola é o espaço reservado para desenvolvê-la. Na minha opinião, os dois lados têm fundamentos, mas a utilização de um veículo de comunicação, no caso o jornal impresso, pode resultar numa revolução. Sou testemunha de que isto realmente acontece, porque, apliquei um projeto de educomunicação e obtive excelentes resultados. O jornal pode mudar, revolucionar a educação, contribuindo para a formação dos alunos. Por meio dele, os estudantes são incentivados ao hábito da leitura, e, conseqüentemente, ele forma leitores críticos. O jornal como instrumento pedagógico visa a ampliar a informação dos estudantes em todas as áreas.
Não posso dizer que nada se faz pela educação, seria muito injusta, mas afirmo que são poucas as iniciativas nesta área. Por exemplo, estudiosos e profissionais de Comunicação do Brasil e do exterior vão abordar o tema: Crianças e adolescentes como produtores, personagens e consumidores de Mídia, para debater no Seminário Internacional TVQ - Criança, Adolescente e Mídia, que acontecerá de 9 a 11 de dezembro, no SESC Vila Mariana, em São Paulo. Outros projetos também existem, mas só isso?
Gostaria de deixar meu apelo a todos que abraçam a educomunicação e acreditam nesta inovação no projeto pedagógico. Vamos lutar por um Brasil que tenha um modelo de educação melhor; vamos formar verdadeiros cidadãos - pessoas críticas, que façam a diferença em nossa sociedade.
Inserir os meios de comunicação na escola é fundamental para o aprendizado dos educandos, mas é preciso muita atenção. A mídia deve ser um canal para despertar o senso crítico dos jovens e não para simplesmente influenciar a vida deles. Portanto, para desempenhar esta tarefa, nada melhor do que um jornalista, que conheça e acompanhe a mídia. Não que os professores não sejam capacitados para isso, mas acredito que o jornalista tem um melhor desempenho em relação aos veículos de comunicação. Os jornalistas, afirma Paul Johnson, colunista da revista britânica Spectator, "devem possuir o impulso do educador, mas os educadores devem desenvolver a coragem moral dos grandes repórteres¿.
Aline Néto
Publicado por ALINE NÉTO em 11/13/2003 05:27:31 PM
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13.11.03 2:06 AM | ERIBERTO CARVALHO]
A totalidade de nosso próprio objeto
Em uma de suas músicas Taiguara diz algo mais ou menos parecido com o que eu quero dizer aqui: "eu desisto, não existe essa manhã que eu perseguia, um lugar que me dê trégua ou me sorria,uma gente que não viva só pra si. Só encontro gente amarga mergulhada no passado, procurando repartir seu mundo errado nesta vida sem amor que eu aprendi. Por uns velhos vãos motivos, somos cegos e cativos, no deserto no universo sem amor. E é por isso que eu preciso, de você como eu preciso não me deixe um só minuto sem amor".
Quantas pessoas existem dentro do meu coração que fazem diferença na minha vida. Pessoas aparentemente comuns, mas que estão presentes de um modo suave e verdadeiro, tão verdadeiro que eu sinto orgulho de conhece-las. Não há borracha que apague. Às vezes fico pensando, o que fiz para merecer o privilégio de ter gente assim tão perto de mim. Em silêncio agradeço.
Como entender as "pessoas ponte", que ligam corações de uma forma gratuita, e que de repente não estão preocupadas em ser reconhecidas, antes em ver todo mundo se entendendo; "pessoas sorriso", que mesmo com tudo dando errado em sua volta, esquecem de si mesmas para levar uma palavra de conforto às outras e soprar suas feridas antes de cuidar de suas próprias dores; "pessoas amizade", que em qualquer lugar e sob quaisquer situações se desdobram e se estendem porque acreditam no valor do que é humano e real, leais a toda prova, choram escondido as decepções, mas não deixam de amar.
Apaixonadas pela vida, trabalham para que todos tenham o gosto de viver e animam o caminho com seu otimismo, vencendo os apáticos que se estagnaram, qual anjo que vence o demo.
Gostaria de dedicar esta prosa a você Aline Neto. Durante esses quatro anos de nosso curso, eu conheci em cada dia, uma Aline diferente que me surpreendeu de forma espetacular. Você sempre foi mais para ser menos e então com o seu menos, que foi consciente, ajudou as pessoas a serem mais. Quando tudo à sua volta escureceu, mais uma vez você foi mais para mostrar-se menos e a gente compreendeu o que você fez. Com sua força de vida aceitou estar à frente de nossa Comissão de Formatura para que todos fossemos mais e em nenhum momento teve medo de ser menos. Criou uma rifa para aqueles que não podiam ser menos que os outros e nem todos entenderam que você queria que fossem mais. Que talento maravilhindo Aline. Que amiga sensacional. Tenho pena dos que não entenderam sua intenção e sua forma de amar. Pobres e desditados são os que não crêem no amor. Apunhalam a consciência com desculpas sem fundamento. De certa forma, estamos resgatando do âmago de nossas pobres almas, a consciência dos fatos de uma forma nunca antes pensada por nós mesmos: a solidariedade.
Proponho uma reflexão sistemática, que vai se transformar aos poucos em senso comum na sala de aula, que fragmentado em suas diversa esferas, tendo por base a vida e a formação de cada um, vai se adaptar a particularidades ressaltando o cotidiano nos comentários para melhor assimilação de nossa obrigação com essa moça. Afinal tudo o que fazemos vem da capacidade racional pela aplicação, avaliação e classificação de valores. Não somos pilhas vazias. Algumas pessoas aceitam as coisas como são dentro de um senso comum, mas quando se toma por consciência a própria capacidade de diferenciar o certo do errado, o bem do mal, a evolução do progresso, o amor do ódio e toda a atitude que se contrapõe diretamente à reconstituição da verdade como pensamos e, como ela pode ser, compreendemos que é nescessário desmonta-la e prova-la até que a reconstrução desse fenômeno possa ser realmente compreendido sob o prisma de nossa própria realidade: a formatura.
Dizer o que pensamos, compreende o poder de antes entendermos o que somos, situarmos nosso conhecimento sobre a realidade que vivemos, observarmos aqueles a quem nos dirigimos e pronunciarmos cautelosamente o que descobrimos.
Queiramos ou não, somos fruto do radicalismo a que nos submetemos, quando rigorosos em nossa busca nos atiramos fora do corpo para compreender o mundo que nos cerca a todos e todos os mundos que nos cercam nos corpos dos outros. O objeto em sua totalidade é a totalidade de nosso próprio objeto. Criticar é fácil quando não se precisa apresentar soluções e se envolver com o problema.
Portanto, sejamos adultos.
Eriberto Carvalho
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Publicado por ERIBERTO CARVALHO em 11/13/2003 02:11:50 AM
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Terça-feira, Outubro 14, 2003 |
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Reforma? Só estou perguntando companheiro!
O governo Lula comemora a vitória da reforma da previdência. Mas, confesso que tenho grandes dúvidas com relação a essa precoce comemoração e, se realmente foi uma vitória. O governo conseguiu que o projeto da reforma fosse analisado e colocado em discussão no Congresso com um certo recorde. Isto foi uma vitória, considerando-se que o governo anterior não chegou nem a apresentar a proposta. E o governo atual, mostrou que soube negociar e articular muito bem, e está dando andamento a reforma. Em contra-partida presenciamos uma guerra de interesses e negociações. O governo cede e recua em pontos fundamentais do relatório original quando sofre pressões do judiciário. Ficando claro que os magistrados, no que se refere a seus interesses pessoais, são bem rápidos e decididos. Bateram de frente com o governo, ameaçaram greve, ameaçaram barrar a proposta com ações no STJ. Nós presenciamos tudo, perplexos! Mas a palavra final coube a Eles. Venceram!Às vezes ouço dizer que os magistrados pensam que são Deuses. Discordo! Eles são Deuses.
O governo, por sua vez, alega ter preferido ceder a pressão dos magistrados para garantir a aprovação da tributação dos inativos que para o governo é o ponto principal da reforma. Vocês realmente acreditam nisso? Enquanto isso... esperamos o desenrolar da novela da reforma, assistindo a cada capítulo a disputa de peixões, ou melhor de tubarões, brigando cada um por manter seus interesses. São reformas e reformas. Reforma da previdência, reforma tributária. Acordos que são fechados com alas governistas, com alas de apoio, com oposição. São tantas as alas....São tantos os acordos. Claro, todos com comandantes. São Medidas Provisórias MPs, Emendas, Recursos Regimentais. Tantos recursos, horas de discussões entre os parlamentares. E o povo.Ah! O povo cada vez mais confuso e sem entender quase nada. Fica cada vez mais difícil acreditar que se possa fazer uma reforma justa, onde todo o povo brasileiro se beneficie e não haja tanta disparidade.
E agora companheiro, será que o governo Lula consegue mesmo essa vitória? Será que pode mesmo comemorar? E o povo nessa história toda, comemora o que?
E a reforma só está começando! Reforma? Será uma reforma mesmo? Ou apenas pequenas mudanças conservadoras que qualquer outro partido menos radical no governo faria?
Companheiro, só estou perguntando, a resposta o tempo é que vai me dar.
Enquanto isso, a luta continua.
Publicado por MILA TREPICHIO em | | |